Como é bom o inicio de uma paixão, aquele fascinío enorme, o abraço apertado, o beijo ofegante, o desejo único! Eu prefiro a paixão, admito!
Pequenos gestos, palavras que nos marcam, os mesmos que desaparecem com o tempo, de uma maneira ou de outra, deixam saudade mas também um sorriso de recordação. Desaparecem porque o fascinio da descoberta acaba e estamos prontos para seguir em frente á descoberta de algo novo.
É assim o fim de uma paixão... não do amor.
O amor é diferente, o amor é aquilo que vês nos meus meus olhos, nos meus gestos, nos meus beijos igualmente intensos, desde o primeiro dia, na minha entrega. Vês na minha preocupação, no meu carinho, no meu desespero de te perder. Mas como posso eu sentir o desespero de te perder, se apenas não quero ver que te perdi, de uma maneira ou de outra, e que quanto mais quero insistir e consertar os pedaços partidos (como um miudo desesperado partiu uma peça de porcelana valiosa), mais tudo se desmorona, e apesar de colar todos os pedaços dessa porcelana, sei que um dia vai se desmorenar de novo, e talvez nessa altura, não possa mais nada fazer a não ser recordar, até esquecer...
